Oi Pai!
Somente aos 52 anos de idade teve a oportunidade de conhecer seu genitor. Na sua certidão de nascimento estavam lá os nomes da mãe e do pai, mas na sua vida somente a presença materna. Seis anos depois do seu nascimento a sua mãe casou-se. Assim ele assistiu ao nascimento de dois meio irmãos. Um casal. O padastro, um bom homem, para todos, inclusive para ele. Um bom exemplo de caráter. Hoje, maduro, ele tem uma boa profissão, um família constituída. Dois meninos. O tempo passou e a falta paterna que nunca diminuiu, só fez crescer seu instinto de paternidade e sua vontade de conhecer seu pai biológico. E finalmente a oportunidade aconteceu. Na cama de um quarto simples de uma casa da periferia da mesma cidade onde morava, um homem franzino de cabelos brancos o esperava. Eram muito parecidos. Depois do desconforto inicial, iniciaram a sós, uma longa conversa. Coisas genéricas. Bate-papo. A partir de determinado momento as mãos dos dois se uniram. Ele parecia uma criança. Falava pelos cotovelos. Da sua família, seus negócios e outras muitas coisas e assim nem percebeu que os olhos de seu velho haviam fechado há alguns minutos. Para nunca mais abrirem. Lágrimas caíram suavemente dos seus olhos. Ficou ali por mais uma meia hora em silêncio, sentindo o calor das mãos de seu papai.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...
ZeRo S/A
Escrito por ZeRo S/A às 23h58
[]
[envie esta mensagem]
|