
Muito Perto
Lá estava ele mais uma vez, observando a paisagem urbana pela janela do ônibus. A cada dia descobria algo naquele cenário mutante, mas nem tanto. Tudo estava relativamente calmo naquele dia. As pessoas tinham em seus rostos expressões serenas e de tédio. Meio da semana. Fones de ouvido. Pop-rock. To reach, Too high, Too far, Too soon, you saw the whole of the moon!... De repente, um barulho estrondoso. Pessoas caindo de seus assentos. Gritos. Choque violentíssimo entre dois corpos metálicos. O mundo de ponta cabeça. Trevas. Quanto tempo se passou até a volta da luz, era impossível definir. Sirenes. Gemidos. Balbúrdia. Celeuma. Sobre ele, pedaços de carnes inertes. Sangue. Muito sangue. A morte tinha chegado próximo dele. Muito perto.
É sangue mesmo, não é mertiolate, E todos querem ver, E comentar a novidade, Ó tão emocionante um acidente de verdade, Estão todos satisfeitos,Com o sucesso do desastre...
ZeRo S/A
Escrito por ZeRo S/A às 14h14
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