
Sol e Lua
"Posso dar uma passada aí?" Pode, ela responde. Um click seco. Desliga o telefone e espera, ansiosa. Ele está vindo. Pela última vez. Deixa a porta entreaberta. Minutos depois, ele entra. No apartamento, em sua boca, seu corpo. O apartamento que conhece de olhos fechados. O corpo que conhece em braile. Nada falam. Palavras de nada servem nesse momento. Fome e sede saciados em beijos, toques, sensações. Muito tempo depois, o dia se insinua pela janela, avisando que já é hora de ir. Mas cada última vez é melhor que a outra. Não conseguem viver juntos. Nem longe um do outro.
Separando e voltando, a gente segue andando entre tapas e beijos!
Ady Cavalcante
Escrito por ZeRo S/A às 23h33
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