Sem Querer, Querendo
Um sorriso débil no rosto. Um sorriso inocente, pra quem não o conhece. E que esconde suas reais intenções. Ele é do tipo que já nasceu ruim. Do tipo que quando era criança, botava fogo em rabo de gato só pra ver o bicho sofrer. Agora ele cresceu, seu foco mudou. Trabalha como enfermeiro em um hospital de periferia. Daqueles onde não se investigam os óbitos. Diverte-se infligindo dor. E faz parecer inevitável. Diante dos outros, se controla. Mas sozinho, se refestela. Como agora. Acaba de chegar uma garota que tentou o suicídio. Com seus botões, ele pensa em fazê-la realmente desejar ter conseguido.
Ady Cavalcante
Escrito por ZeRo S/A às 23h31
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