Agora Vai
Trancou a porta, movimento ainda novo pra ele. Olhou outra vez as chaves da casa, nas mãos. Movimento que pensou jamais repetir. Pensou na faculdade, que iria retomar. O curso de desenho, será que não tinha perdido a mão? Tanta coisa a fazer, tudo tinha estado parado. Um ano inteiro, congelado. Um ano nas mãos de vários especialistas. Neurologista, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros. Quase tinha dado perda total no corpo, junto com o carro. Estava de volta à vida. À noite, os amigos passam em casa, querem comemorar. Levam abraços, cervejas e petiscos. Tinha decidido não mais beber. Mas ora, bolas, tinha que comemorar. Só uma cerveja não pode fazer mal pra ninguém
Ady Cavalcante
Escrito por ZeRo S/A às 15h42
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